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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sinopse "The Black Cat"

Odete Soares Rangel


O conto The black Cat foi escrito por John Milne, em quinze capítulos. A narrativa é intrigante como nos contos policiais, nos quais os fatos vão se desvendando à medida que as investigações evoluem. Salahadin é um inspetor da polícia Egípcia que tem a função de proteger as antiguidades do Egito. Em sua peripécia ele vai seguindo pistas que vão permeando a história até o desfecho final.
Salahadin estava em seu escritório  esperando a visita do arqueologista Pearson que voltava de uma pesquisa sobre antiguidades, no sul do Egito. Como esse não apareceu, Salahadin contatou com o Nile Hotel onde ele estava hospedado e soube que havia sido assassinado. O inspetor dirigiu-se para o hotel, nesse; teve sua entrada autorizada no quarto do morto por Ahmed, antigo amigo de escola. Pearson estava deitado com uma faca cravada no peito. Salahadin percebeu muitas caixas na parede, supôs haver algo valioso dentro delas. Entretanto, estavam cheias de espadas para escavação e outras coisas sem importância. Inquirindo pessoas descobriu que faltava uma das sete caixas, exatamente, a mais pesada que foi trazida por Pearson para o hotel.


 

Através de um anúncio no rádio, conseguiram localizar o taxista que transportou o assassino e a caixa retirada do hotel. Ao que tudo indicava, o homem era libanês e ia pegar o trem para Alexandria saindo do Cairo. Ele tinha um passaporte sueco, e para justificar o peso da caixa no porto, disse que estava cheia de livros.

Salahadin precisava fazer anotações, então pegou alguns papéis no quarto do hotel onde Pearson fora morto. Ao manusear os papéis se deparou com anotações do arqueologista que indicavam pistas de que as respostas que buscava estariam na caixa desaparecida. Pearson tinha descoberto a tumba de Ankuten, estaria nela o gato de ouro, objeto do assassinato.

Salahadin viajou para Beirut, enquanto aguardava o navio chegar foi visitar Fuad um amigo de universidade. Este trabalhava no departamento libanês de antiguidades na cidade, jantaram na sua casa e depois se dirigiram às docas. Reconheceram o homem procurado, era conhecido de Fuad, chamava-se Borkman e tinha grande interesse em antiguidades. Tomaram a estrada em direção a Ba'albek, seguindo o carro preto da Red Hand Gang que seguia um táxi. Perderam os carros de vista.

Salahadin e Fuad desceram do carro e viram os outros dois automóveis caídos na ribanceira. Desceram e foram averiguar, encontraram Borkman ferido. Ele pedia que fossem até o Jusef’s Café e procurassem Jusef, transmitindo-lhe a mensagem “Pearson’s dead. And The black cat’s safe”. Ele complementou a informação dizendo que entregara o gato preto que trazia de Atenas para Pearson em Alexandria, que quem o estava perseguindo era “The Red Hand Gang” e eles queriam o gato preto.

Foram à casa de Fuad e de lá para o aeroporto para seguir para Atenas. Salahadin contou a esposa de Fuad sobre o faraó Ankuten e a tumba no valley of Zar. Ele acreditava que Pearson tinha achado a tumba de Ankuten e nela o gato preto. Teria contado sobre isso a Borkman que seria um dos membros da Ba’albek Gang. Borkman teria assassinado Pearson e levado o gato consigo e o entregue a outro homem nas docas de Alexandria.

Salahadin pediu que Fuad fosse a polícia e contasse sobre Jusef’s café. Após, embarcou para Atenas para encontrar Peterson, mas o navio The Sirya demorou a chegar. O policial impediu sua entrada sem ticket, então comprou uma passagem de primeira classe para Veneza para poder entrar na embarcação. Ele percebeu que as pessoas embarcando pareciam todas egípcias, nenhuma sueca. Avistou um homem no topo do deck e teve certeza que era Peterson. Indicaram-lhe ocupar a cabine 22, logo corrigiram o equívoco, mudando-o para a 23, pois na 22 estaria o senhor Peterson.

Salahadin decidiu comer na cabine para observar os movimentos de Peterson. Ele desenhou em seu notebook a planta do corredor e das cabines. Examinou o quarto embaixo das escadas, pegou a chave da cabine 22 e adentrou na cabine. Ele descobriu a caixa sobre o chuveiro, desceu-a e a abriu. Peterson voltou e estava na porta com uma arma apontada para ele. Peterson o pressionava para saber quem era e o que fazia em sua cabine. Salahadin disse que Borkman o tinha mandado trazer uma mensagem para ele.

Peterson viu a caixa aberta, achava que Salahadin era da gangue Red Hand Gang e que tinha achado o gato preto. Então ordenou que fossem até o deck e que Salahadin caminhasse sobre o parapeito do navio. Para livrar-se da morte contou verdades e mentiras. Disse que Borkman estava morto, Jusef preso, que The Ba’albek Gang tinha acabado. Revelou quem era, que o seguia desde Beirut, que a polícia italiana o esperava em Veneza. Peterson disse que iria matá-lo e jogar seu corpo no mar, porém veio uma onda e a arma caiu no deck. Salahadin imobilizou Peterson pelo pescoço e empurrou-o sobre o parapeito. Ouviu um grito e viu-o desaparecer no mar, depois veio o silêncio.

Salahadin certificou-se de que ninguém presenciara ou ouvira o acidente. Retornou a cabine 22, levou a caixa para sua cabine e para que ninguém sentisse a ausência de Peterson, colocou na sua porta a placa de não perturbe. O garçom achou que Peterson estivesse doente e Salahadin confirmou sua suspeita. Salahadin pediu que não o acordassem na manha seguinte. Ele acordou e saiu do navio com a caixa, o policial questionou-o sobre o conteúdo e ele respondeu que eram livros. Logo tomou um táxi com a caixa e sentiu-se livre. Pensava na surpresa com o desaparecimento de Peterson quando abrissem a cabine 22.

Ele tomou o primeiro trem de Veneza para Roma, depois um vôo para o Cairo. Dirigiu-se para seu flat, Fuad e a esposa o esperavam. Ele abriu a caixa e os amigos acharam que o gato preto não era valioso. Salahadin o levaria para o museu no dia seguinte. Fuad contou seu diálogo com a polícia que por fim acreditou na sua história e pediram a ele para ajudá-los. Jusef fugiu no carro, se escondeu nas colinas da fazenda mas acabou preso junto com outros três que atiraram na polícia. Borkman e Peterson estavam mortos. Outros três membros da gangue haviam morrido no acidente de carro.
Salahadin e Fuad levaram o gato preto ao museu e entregaram-no a Faisal, contando-lhe o acontecido. Faisal disse que o gato parecia velho e talvez fosse valioso, mas nada sabia sobre ouro e diamantes.



 

Os olhos e o colar eram feitos de pedra. Era feito de madeira pesada. Leila impressionou-se como tanta gente morrera por um gato sem valor. Faisal argumentou que o gato era valioso, pois teria mais de 2000 anos, na época ouro e diamantes não eram importantes. Talvez existisse um gato de ouro e tenha sido roubado por ladrões que colocaram este na tumba. Voltariam ao museu em novembro para ver o gato exposto. Seis meses depois Salahadin recebeu uma ligação para ir ao museu que abririam o quarto no dia seguinte. 


Ele viu uma mensagem na porta do quarto repleto de peças que fizeram parte da investigação e localização do gato. Estava escrito.

“THE TREASURES OF ANKUTEN”.

O gato estava numa vitrine de vidro, onde dizia:


“THE BLACK CAT OF ANKUTEN

given by Salahdain El Nur”.


No site abaixo você encontra um vasto material sobre literatura, não só sobre Allan Poe, mas sobre outros  escritores. Existem ótimas biografias, resenhas e muito mais. Click no link e boa leitura.

Mundo Literário: Edgar Allan Poe {Vida e Obras}

4 comentários:

Guipacelli Silva disse...

Parabéns, seu resumo é fantástico e nota 10!!!

Odete Soares Rangel disse...

Obrigada Guipacelli, quando escrevemos sobre algo de que gostamos muito, tende a ter um bom resultado. Eu amo literatura.

Abraços,

MateusTimao disse...

Só existe esse livro em ingles?

Odete Soares Rangel disse...

Boa noite Mateus,

Não. Esse conto existe traduzido para o português.

Eu estou lendo os contos da Antologia de contos extraordinários de Edgar Allan Poe, na qual há esse conto pags. 53-64. É uma seleção e tradução de Brenno Silveira.
Edições BestBolso, RJ 2010

Se precisares alguma outra informação, por favor me peça.

No link http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/apoe_gatop.shtml você pode ler o conto em português.

Obrigada por sua visita ao blog e comentário.

Abraço,