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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os 10 maiores problemas com viagens interestelares

Odete Soares Rangel

Esta matéria me foi enviada via e-mail por Revoada.net. O conteúdo é  bastante interessante, assim estou postando para divulgar o trabalho realizado pela Natasha Romanzoti.


Por  em 27-2-12 |

O homem já foi à lua, e para muitas pessoas, a progressão natural é viajar para as estrelas. Tais viagens são temas de inúmeras histórias de filmes de ficção, mas, mesmo que você tenha a impressão de que uma viagem interestelar é uma tarefa fácil, nossa inteligência ainda está anos-luz atrás disso. Veja problemas sérios que devem ser resolvidos antes do homem chegar mais longe:
1. Mais rápido do que a luz s rápido do que a luz
Se você acha que viajar mais rápido que a luz é possível, está bem longe da verdade. A realidade é que a física impede isso. Mesmo viagens perto da velocidade da luz possuem todos os tipos de problemas interessantes envolvendo massa e energia.
Nossa única possibilidade é a utilização de “portais buraco de minhoca” (um buraco de verme ou buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do continuum espaço-tempo, a qual é, em essência, um “atalho” através do espaço e do tempo). Tal buraco de minhoca teria que ser cuidadosamente controlado, o que está além de nossas capacidades atuais, e teríamos que, de alguma forma, criar um buraco de minhoca “gêmeo” no nosso destino desejado, o que exige outra pessoa na outra extremidade. Isso não é viável para o primeiro voo interestelar. Pior ainda, os efeitos físicos de viajar através de um buraco de minhoca permanente ou semi-permanente deformaria e destruiria qualquer matéria. Você chegaria ao seu destino como um plasma.
2 – Teletransporte
O teletransporte clássico envolve uma pessoa ativar um dispositivo e desaparecer para reaparecer ao mesmo tempo ao seu destino. Átomos da pessoa seriam teletransportados e desmontados na máquina de teletransporte, fisicamente transferidos para o seu destino, e remontados.
Há leis físicas que não nos permitem manipular a matéria em um nível tão refinado sobre as vastas distâncias entre as estrelas. Então teletransporte só poderia ocorrer em lugares que já foram visitados (e que tivessem uma máquina de remontagem no destino). Aliás, nós ainda não sabemos como lidar com a remontagem, mas pode ser possível.
Os átomos viajam mais rápido do que viajar como um corpo inteiro, mas ainda assim levaria anos, pelo menos. A estrela mais próxima ao sol está a quatro anos-luz de distância, então qualquer coisa enviada para lá iria demorar mais de quatro anos para chegar. Alternativamente, a máquina de remontagem pode ter os átomos da pessoa para remontar, mas isso é, em essência, criar uma cópia e destruir o original. Muitas pessoas não se sentiriam confortáveis com isso.
3 – “Nave de geração”
As “naves de geração”, ou “generation ships”, são um tipo de nave hipotética na qual pessoas conseguiriam sobreviver durante viagens interestelares.
Mesmo que a estrela mais próxima da gente leve quatro anos para chegar, objetos pesados levariam muito mais tempo. Para chegar na maioria das estrelas, levaria centenas de anos, pelo menos.
Naves de geração são projetadas para uma população viver em gerações até que o destino seja alcançado pelos descendentes, muitos anos depois. Existem vários problemas com isso, é claro. Os descendentes podem esquecer o objetivo inicial da missão, que se transformaria em lenda ao longo dos anos. Um sistema de computador inteligentemente pode ser capaz de educar as pessoas nascidas no navio para evitar isso, mas ainda assim, se tornaria cada vez mais difícil prever o que poderia ocorrer conforme as gerações passam. Se há um problema com a nave, uma população que cresceu à selvageria ao longo dos séculos seria impotente.
4 – “Naves de óvulo”
Para remover a incerteza das naves de geração, as naves de óvulos poderiam ser usados. Estas levariam óvulos humanos congelados fertilizados que seriam alimentados por máquinas cuidadosamente desenhadas, atuando como úteros, pais e educadores.
Os óvulos seriam cultivados em seres humanos quando a estrela ou planeta distante for atingido, e os computadores ensinariam tudo o que eles precisam saber sobre a sua missão, como sobreviver, e o que fazer. Isso está bem além de nossa capacidade no momento, mas talvez não seja impossível no futuro. No entanto, como o navio de geração, o problema é que essa nave não estaria levando um indivíduo que quer viajar para as estrelas. Seres humanos artificialmente criados para viver o sonho de alcançar as estrelas é inaceitável para muitas pessoas.
5 – Longevidade
Uma alternativa aos itens anteriores é melhorar geneticamente as pessoas para que elas vivam por centenas ou milhares de anos e façam uma viagem interestelar durante sua própria vida, assumindo que os outros problemas para viajar no espaço tenham sido resolvidos.
Longevidade e imortalidade são temas da pesquisa científica, mas o seu maior obstáculo são os telômeros. Os telômeros são seções nas extremidades do DNA que são cortados (ficam ligeiramente mais curtos) cada vez que as células se dividem. Eventualmente, os telômeros são “devorados”, e suas células começam a prejudicar o seu próprio DNA vital conforme se dividem.
Isto significa que o nosso próprio DNA limita o número de divisões celulares que podemos fazer. As células se dividem para substituir as células velhas ou danificadas. A resposta para viver mais parece estar em manter os telômeros longos, mas geralmente apenas células adultas cancerosas podem fazer isso.
6 – Não envelhecer
Quando longevidade e gerações não são possíveis, muitos filmes e histórias usam seres humanos mantidos em animação suspensa para explicar viagens longas. As pessoas não seriam capazes de envelhecer em tal estado, ou o fariam muito lentamente, e seria muito parecido com hibernação. Infelizmente, os telômeros novamente apresentam um problema.
Os nossos corpos contêm sempre um pequeno número de elementos radioativos, que emitem pequenas quantidades de radiação, inofensivas porque nossas células continuamente substituem as danificadas. Se uma pessoa não envelhece, seus telômeros não encurtam e as células não podem ser divididas. Daí decorre que os elementos radioativos poderiam causar danos permanentes no corpo, e em tempo suficiente, resultar em morte. Mesmo retardar o envelhecimento não evita danos radioativos por longos períodos de tempo. Precisamos que nossas células se dividam em uma taxa normal.
7 – Propulsão
Mesmo que os problemas humanos de viajar para outras estrelas sejam resolvidos, resta a questão da propulsão. Para chegar à outra estrela, grandes quantidades impraticáveis de combustível seriam necessárias.
Uma solução é pegar combustível pelo caminho. No espaço entre as estrelas, asteroides e planetas não são convenientes para pousar e explorar atrás de combustível. Felizmente, o espaço não é bem um vácuo, e existem pequenos átomos dispersos distantes, principalmente hidrogênio. A uma velocidade rápida, estes átomos poderiam coletados e usados como combustível em uma reação eficiente, tais como a fusão (presumindo que um dia atingiremos a fusão). Para coletá-los, uma “colher” grande é necessária, em cálculos conservadores, pelo menos 2.000 quilômetros quadrados de área, o que atrasaria e limitaria a velocidade de uma nave espacial. Este sistema é também muito ineficiente e não viável, considerando que o nosso sol está em uma região esparsa do espaço, fornecendo uma fonte de combustível pobre.
8 – Danos
Nossas estrelas mais próximas são Alpha Centauri, quatro anos-luz de distância. Viajando a uma velocidade padrão de carro, a 60 km/h, levaria 72 milhões de anos para chegar. Mesmo vencendo todos os argumentos acima, tal estrutura no tempo é impossível devido ao desgaste natural, além da probabilidade de quase zero de chegar a algum lugar depois de tanto tempo.
Velocidade é necessária, mesmo se limitada pela velocidade da luz. Devido aos pequenos átomos espalhados pelo espaço, qualquer nave que viaje a grande velocidade será impactada por esses átomos com tanta força que é capaz de rasgar mesmo o aço mais forte. Duas opções permanecem: seres humanos ou máquinas que constantemente concertariam os danos, o que exigiria quantidades impraticavelmente grandes de material de reparação, ou uma nave feita de material elástico que se autocura. A boa notícia é que a NASA fez uma pesquisa em tais materiais. A má notícia é que a agência não achou que eles são viáveis.
9 – Gravidade
A estrutura de nossos corpos depende da gravidade. Quando os seres humanos não vivem na gravidade da Terra normal, nosso corpo começa a sofrer. Depois de algumas semanas ou meses, nossos ossos ficam frágeis e temos fadiga muscular, com efeitos muito mais desagradáveis a longo prazo.
Estes podem ser um pouco combatidos com vários exercícios e dietas, mas após anos ou décadas no espaço, o corpo humano torna-se permanentemente danificado. Mesmo para voos relativamente curtos, a visão se deteriora tanto que a NASA considera esse um grande limite a ser superado antes de empreender missões tripuladas a Marte. Ao invés de viver na ausência da gravidade, a aceleração da gravidade pode ser induzida pela rotação rápida da nave. Infelizmente, isso requer enormes quantidades de energia e combustível, e provoca náuseas a curto prazo. Os efeitos a longo prazo não foram estudados, mas são considerados pouco graves.
10 – Comida, água, ar
Todos os seres humanos que vivessem em uma nave por longos períodos de tempo precisariam de suporte de vida: comer, beber, respirar, urinar, excretar, lavar e dormir. Muitos desses problemas foram abordados em voos espaciais já realizadas. No entanto, em trajetos mais longos, a quantidade de comida e água necessária torna-se demasiada grande para ser viável.
A solução mais provável é fazer da nave um ecossistema autossuficiente. As plantas poderiam produzir ar, serem comidas, e consumirem resíduos humanos. Qualquer ecossistema é um pouco ineficiente, mas ainda poderia sustentar-se, possivelmente, tempo suficiente para chegar ao destino. O equipamento da nave iria gradualmente se deteriorar a partir dos vários gases reciclados, mas manutenção inteligente ou novos materiais poderiam contornar isso. O sistema mais eficiente envolveria uma única planta. As algas têm sido muito pesquisadas por seu potencial: cuidariam do ar, resíduos, e de alimentos. A alga não é uma fonte completa de nutrição em si, e torna-se tóxica se contaminada ou quando consumida em grandes quantidades, mas a engenharia genética pode mudar isso no futuro.[Listverse]


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ver e ouvir, sem brincar

Odete Soares Rangel


Ninguém pergunta mais:
--Você vai brincar no carnaval?
Brincar, irmão, quem pode brincar
se perdida foi a idéia de brinquedo?
Alguns ainda perguntam:
--Como é? Vai pular no carnaval?

Então é isso a festa: um pulo
e outro pulo e mais outro? Neste caso,
campeoníssimo seria o João do Pulo.
O que ouço dizer é simplesmente:
--Vai ver o carnaval?
Conclusão, anos 80:
Carnaval
é o visual.

Você não brinca mais,
nem mesmo pula mais
na rua hoje deserta, no salão
onde um suor se liga a outro suor
e ar condicionado é falta de ar.
Que pode o folião? Acaso existe ainda,
e funciona, essa palavra folião?
Folia, antiga dança rápida
que o adufe acompanha, no dizer
de sábio, antigo, dicionário.
Quem me dança a folia, quem folia,
quem fol ou fou, folâtre, folichon, folle,
fool, pratica o foliar?

Ah,sim, o sambista e sua escola
foliando para turistas e a distinta
Comissão Julgadora.Pontos!Pontos!
Quesitos mais quesitos!Briga feia
nessa programação oficial
que garimpa e governa o carnaval.
Foliam para os outros.Não foliam
pelo gosto
pela graça,
pelo orgasmo de foliar, loucura santa,
desabrochar do corpo em rosa súbita,
em penacho, batuque, diabo, mico,
chama, cometa, esguicho, gargalhada,
a cambalhota em si, o riso puro,
o puro libertar-se da prisão
que cada um carrega em sua liberdade
vigiada, medida, escriturada.

Então pego um sobra, vou olhar
ouvir
a cor, o som, o balancê padronizado
que rioturisticamente se oferece
ao mercado da vista e dos ouvidos.
Eu vejo, não me integro,
não participo, não sou o grande todo,
nem o grande todo é o mesmo todo e tudo.
Entre o olho e o desfile
a arquibancada corta o meu impulso
de ser um com eles, ir com eles
pela rua afora,
pelo sonho afora.

A rua, onde ficou
a velha rua, seu espaço de brincar,
seu aberto salão a céu aberto,
sem entrada paga, sem cambistas
e fiscais?
O carnaval é rua, não teatro,
não show, produto industrial
monumental
a ser consumido numa noite
de lenta evolução
e classes divididas
pelo respeitável, público pagante.
Como comprar, como pagar
o que não tem preço e chama-se
alegria?



ANDRADE, Carlos Drumond de. Amar se aprende amando.  Ed. Record, Rj , 22ed.   16.11.1980. P. 159-60

O carnaval de 2012 acabou. Muita gente se divertiu, mas na divulgação das notas pela Comissão julgadora, houve quem partisse para a selvageria quando viu sua escola de samba perder.  Foi a cena lamentável que vimos no carnaval de São Paulo. 

Drumond está certo. Ele descreve o carnaval como um evento para se divertir, um momento até tolo de pular, mas que perdeu suas características, sua identidade cultural para se tornar numa coisa pomposa e odiosa,  no ver quem brilha e pode mais. Ele faz uma crítica a transformação do carnaval num produto industrial, onde apenas os pagantes podem usufruir desse divertimento. Mas na verdade, eles não se divertem, porque alegria não se compra, está dentro de cada um de nós.  

Que o carnaval volte a ser aquela festa com muitos foliões, pessoas em busca de divertimento, de brincar dançando, de se alegrar até o sol raiar.  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Perguntas de um trabalhador que lê

Odete Soares Rangel


Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros consta os nomes de reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedras?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem a ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos de triunfo.
Quem os levantou? Sobre quem triunfaram os césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida, 
Na noite em que o mar a engoliu, 
Os que se afogavam gritavam pelos seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo? 
Felipe de Espanha chorou quando sua Armada naufragou. 
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a guerra dos sete anos. 
Quem venceu, além dele?
Uma vitória em cada página.
Quem cozinhava os banquetes da Vitória?
Quem pagava suas despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.
(Bertolt Brecht - Poemas).
Esse poema me conquistou e, ainda,  não sei bem a razão. Talvez porque tendo sido uma trabalhadora por muitos anos, e ter vivenciado situações muito parecidas, nas quais aparecem os nomes da Administração maior, mas são os colaboradores que fazem as coisas acontecer. É o trabalho de equipe que produz os melhores resultados.
Foram os trabalhadores que pegaram no pesado, que construíram pedra sobre pedra. Mas quem eram eles? Quais eram seus nomes, tinham família,  eram saudáveis, eram lembrados em datas importantes,  ganhavam um bom salário, eram sindicalizados, possuíam condições ideais de trabalho?
Penso que o autor quer mostrar a  realidade Maquinal  do trabalhador. É essa máquina humana que constrói, que cria,   que sofre. Mas ao final da obra construída, como ao final de uma peça de teatro, sua figura fica atrás da cortina, anônimo. A diferença é que na peça de teatro os atores são gente, são lembrados por suas atuações e cada ato está vinculado ao seu executor. No poema, fica a história contada por reis e imperadores, mostrada ao mundo como grandes feitos seus. 


E ficam os relatos históricos que geram heróis, quando os verdadeiros heróis são os homens trabalhadores. Dai a razão de tantas perguntas! O que parece demonstrar o inconformismo desse trabalhador letrado, com a situação da sua classe trabalhadora. Fica o eco de sua voz no vazio! Continuam as perguntas sem respostas! 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saudade

Odete Soares Rangel


Saudade é amor.
Saudade é um parto reverso,
é um cais onde nenhum navio aporta,
é uma fogueira que não mostra a chama,
é uma dor que não sai nas radiografias,

principalmente no peito de quem ama.


Saudade é doce lembrança, que amarga como fel,
quando deixamos de viver a realidade,


para viver de fatos e pessoas que já não estão por aqui,
é manter uma agulha na pele,
ou vinagre na ferida que não fecha.


O pai que se foi, o relacionamento que se perdeu,
a mãe que partiu, o filho que morreu,


a gravidez perdida, o amigo que desapareceu,
uma recordação embaçada na mente,
uma roupa que deixou marcas,
um perfume que não esquecemos,
um beijo que marcou uma vida,
são mais do que recordações…


São âncoras que prendem vidas ao passado,
impedem-nos de sermos felizes,
porque a Saudade que sentimos,
deve ser impulso para dias melhores,
dias com certeza de reencontro,
de novidade de vida,
da grandeza de Deus,
da certeza que a vida continua,
além do além, além do vazio da Saudade,
desse vazio que por vezes chega a te consumir,
mas, que te empurra para a vida,
que por vezes deixas de viver.


Se a saudade te corrói,  faça já uma prece,
pelos que se foram e deixaram marcas,
pelos que estão chegando e vão te marcar,
e pelos que ainda virão,
que poderão ser os frutos da mesma semente,
que um dia plantaste em algum coração,
que brotou da saudade,
regada pelo amor e pela paixão.


Eu acredito em você!
Fonte : Paulo Roberto Gaefke
           www.meuanjo.com.br



Barreira de Ilusões, uma mensagem de esperança

Odete Soares Rangel



Entre o que é real e o que acreditamos ser,
existe uma barreira de emoções que pode machucar.
Assim, imaginamos que não podemos viver sem alguém,
tempos depois, estamos vivendo com outra pessoa,
e pior, imaginando que sem ela não vamos viver…


Nossos olhos refletem por vezes,
aquilo que nosso coração quer encontrar,
e é por isso que os apaixonados, e só eles,
vêem o que ninguém mais vê,
não conseguem enxergar os defeitos na pessoa amada,
as vezes tão gritante, tão a mostra.
A paixão forma uma névoa na nossa visão.


Por isso, relacionamentos se perdem,
amizades terminam, grupos se dissolvem,
sociedades terminam em disputas jurídicas,
e brigas de trânsito deixam de ser banais.
É o “exagero emocional” que cerca o homem,
que cega e o faz tomar decisões precipitadas.


Ilusões, impressões, sentimentos que confundem,
fazem o que é imaginário parecer real,
e muitas vezes, o que é real passar despercebido.
Como a felicidade de poder tomar um banho,
a delícia de poder se alimentar sem uma sonda,
o prazer de beijar a boca de quem amamos,
a sensação de paz da nossa casa,
o nosso travesseiro que retém nosso cheiro,
que guarda nossas impressões, nos acolhe,
e nos dá aquela certeza, que amanhã,
seremos mais felizes.
Creia no dia de hoje e na sua capacidade de descobrir,
entre o real e o imaginário, uma nova pessoa,
um ser que grita em você, pronto para ser feliz!

Eu acredito em você.


Fonte: http://www.meuanjo.com.br/barreira-de-ilusoes/ 
                 Posted on January 7, 2012 by  

domingo, 8 de janeiro de 2012

Presépio Natural da Praça XV de Novembro

Odete Soares Rangel

As imagens que você visualiza neste post fazem parte do Presépio Natural montado na Praça XV de Novembro, em Florianópolis-SC. O evento ocorre anualmente. Ele foi idealizado por Franklin Joaquim Cascaes, pesquisador da cultura açoriana, e as imagens são em tamanho natural.

Inicialmente, foi montado nos jardins do Museu Universitário – UFSC, nos anos 70,  mas logo se tornou o Presépio  Natural e Artesanal da Praça XV de Novembro. Ele foi reconhecido internacionalmente como o mais original do mundo em 2004, por ocasião do Congresso Mundial dos Presepistas realizado na República Tcheca e organizado pela Federação Universal Presepista. 


A obra que visa resgatar e preservar a cultura local, tem a Direção Artística de Gelci José Coelho (o conhecido e culto Peninha). A partir de 1993, a criação e a confecção levam a assinatura do Artista Plástico Jone Cezar de Araújo.


Espera-se que o evento continue fazendo parte do calendário cultural e oficial de Florianópolis. E que essa cultura regional continue viva e possa ser divulgada interna e externamente.







sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ OLHAR NOVO!!!

Odete Soares Rangel


"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
 
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
 
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. 
Normal.

O ano que vai entrar vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
 
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...

Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega.

Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
 
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro):
CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
 
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
 
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
 
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
 
Feliz olhar novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
 
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
  
Autor: Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Benzeno, carro e saúde, um trinômio que merece atenção

Odete Soares Rangel


Recebi esta mensagem via e-mail sem indicação de autoria, estou compartilhando-a, cabe a cada um buscar esclarecimentos sobre.

"Um carro estacionado na sombra durante um dia com as janelas fechadas pode conter de 400-800 mg. de Benzeno. Se está no sol a uma temperatura superior a 16º C., o nível de Benzeno subirá a 2000-4000 mg, 40 vezes mais o nível aceitável... 



A pessoa que entra no carro mantendo as janelas fechadas inevitavelmente aspirará em rápida sucessão, excessivas quantidades desta toxina. 

O Benzeno é uma toxina que afeta o rim e o fígado. E o que é pior, é extremamente difícil para o organismo expulsar esta substância tóxica.

Ar condicionado ou ar simples dos Automóveis 

O manual do condutor indica que antes de ligar o ar condicionado, deve-se primeiramente abrir as janelas e deixá-las assim por um tempo de dois minutos, porém não especificam "o porquê", só deixam entender que é para seu "melhor funcionamento". 

Aqui vem a razão médica:

De acordo com um estudo realizado, o ar refrescante antes de sair frio, manda todo o ar do plástico quente o qual libera Benzeno, que causa câncer (leva-se um tempo para dar-se conta do odor do plástico quente no carro). Por isto é a importância de manter os vidros abertos uns minutos.

"Por favor não ligar o ar condicionado ou simplesmente o ar, imediatamente ao se entrar no carro. 




Primeiramente deve-se abrir as janelas e depois de um momento, ligar o ar e manter as janelas abertas uns 2 (dois) minutos."

Além de causar câncer, o Benzeno envenena os ossos, causa anemia e reduz as células brancas do sangue. 

Uma exposição prolongada pode causar Leucemia, incrementando o risco de câncer. 

Também pode causar um aborto. O nível apropriado de Benzeno em lugares fechados é de 50 mg/929 cm2. 

Assim amigos, por favor, antes de entrar no carro, abrir as janelas e a porta para assim dar tempo a que o ar interior saia e disperse esta toxina mortal. 

"Quando alguém recebe uma informação valiosa e se beneficia dela, tem obrigação moral de partilhar com todos"."