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terça-feira, 9 de maio de 2017

Com rombo de 1 bilhão, a Fundação Banrisul penaliza os seus aposentados, retirando destes, direitos adquiridos

A Fundação BANRISUL tenta equacionar o seu déficit de aproximadamente R$ 1 bilhão, rasgando a constituição federal,  e repassando parte desse valor aos funcionários aposentados, cujos direitos adquiridos foram usurpados.

Colegas do BANRISUL vamos nos unir para buscarmos a reversão desses débitos, haja vista que não fomos os responsáveis pela má gestão dos recursos. Vamos exigir a comprovação da origem do déficit e fazer com que seja repassado a quem o gerou.

Estamos muito passivos frente a esses abusos. O que acham de fazermos camisetas com contracheques e marcarmos um ato público? Talvez assim sejamos ouvidos. São os nossos direitos que foram retirados, então, é nosso direito reivindicar.

Ao contrário do que querem fazer a população crer, os débitos aos aposentados são muito expressivos sim, e existem centenas de colegas em situação desesperadora e de quase miséria. Os contracheques estão ai para comprovar.

Leiam as matérias neste post, cujas  autorias estão mencionadas ao final de cada uma.

"06/05/2016 21h26 - Atualizado em 06/05/2016 21h26

Com rombo de R$ 1 bilhão, fundação desconta de aposentados no RS

Ministério Público investiga a Fundação Banrisul de Seguridade Social.
Entidade diz que déficit se deve a benefícios extra-regulamentares.

Do G1 RS
Vejam o vídeo no link :
O Ministério Público do Rio Grande do Sul investiga um rombo de mais de R$ 1 bilhão na Fundação Banrisul de Seguridade Social (FBSS). Os aposentados de um dos quatro planos de previdência complementar oferecidos pela entidade reclamam que, para cobrir parte do déficit, estão tendo descontos que comprometem quase metade da aposentadoria, como mostra reportagem do RBS Notícias (veja no vídeo).
Uma auditoria da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão do governo federal que fiscaliza a previdência complementar, constatou indícios de irregularidades no fundo. Foi firmado um termo de ajustamento de conduta, e um novo plano de previdência foi criado.
Porém, os aposentados que permaneceram no plano antigo denunciam que são obrigados a arcar com um rombo de R$ 680 milhões. Cerca de 5 mil aposentados recebem os vencimentos com descontos que chegam a quase 40%. "Em janeiro, fevereiro e abril, minha folha veio zerada da fundação", protesta a aposentada Salete Vieira Cristofoli. "Trabalhei 34 anos e não estou recebendo. Só para devolver para a fundação o que nos tiraram não sei de que maneira, estou pagando 39,11% de contribuição", diz.
A estimativa é que a entidade levaria 20 anos para pagar a dívida. "Considerando minha idade, é impossível viver mais 20 anos. Não serei testemunha do que será nossa fundação", lamenta o aposentado Egon Danilo Wolff.
Muitos deles acabam contraindo mais empréstimos para arcar com as despesas do dia a dia. O aposentado José Marum Faad conta ter ficado com o contracheque zerado ao final do mês. "Não esperava chegar à aposentadoria apresentando dificuldades financeiras", desabafa.
Segundo a FBSS, o déficit se deve ao aumento dos gastos com benefícios extra-regulamentares determinados pela Justiça. De acordo com a empresa, há mais de 3,5 mil processos judiciais contra o plano.
Mas segundo a secretária da Associação dos Funcionários Aposentados do Banrisul (Afaban), Analice Leitão, a fundação usou o dinheiro descontado dos salários dos funcionários em investimentos que resultaram em prejuízos. Por exemplo, comprando ações do até então multimilionário Eike Batista. "Pouco depois, as empresas faliram e os R$ 30 milhões se transformaram em pó", explica.
O Banrisul informou também que o déficit que está sendo divulgado pela Afaban não corresponde à realidade atual dos planos de benefícios. " (<http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/05/com-rombo-de-r-1-bilhao-fundacao-desconta-de-aposentados-no-rs.html>)

"Funcionários do Banrisul protestam contra déficit bilionário do fundo de pensão

Bancários reclamam de descontos cada vez maiores de remunerações para compensar dívidas

Funcionários e aposentados protestaram contra déficit bilionário do fundo de pensão  | Foto: Guilherme Testa

Funcionários e aposentados protestaram contra déficit bilionário do fundo de pensão | Foto: Guilherme Testa
  • Bibiana Borba / Rádio Guaíba


Com remunerações reduzidas devido ao déficit acumulado da Fundação Banrisul de Seguridade Social (FBSS), funcionários e aposentados do Banco do Estado protestam nesta quinta-feira, próximo ao Parque Harmonia, em Porto Alegre. O grupo deve permanecer até as 15h em frente à sede da Justiça Federal para chamar atenção aos processos que investigam as causas das dívidas das empresas que compõem o grupo de economia mista. Conforme a Associação dos Funcionários das Empresas do Grupo Banrisul (Agban), o rombo da fundação, atribuído à má gestão, é de R$ 1,33 bilhão.
A situação vem revoltando ainda mais os bancários desde dezembro de 2015, quando os descontos de salários, aposentadorias e pensões foram ampliados para compensar o déficit. Os trabalhadores consideram injusto o atual acordo que prevê que os associados da fundação arquem com 63% das dívidas, enquanto as empresas pagam 37%.
As reduções afetam cerca de doze mil funcionários e ex-funcionários, segundo os manifestantes. Para cinco mil deles, principalmente aposentados vinculados ao plano mais antigo de previdência complementar, a contribuição fica entre 30% e 40% dos salários. A Agban afirma estar recorrendo ao poder Judiciário desde 2012 para reduzir os valores, sem reversão até agora. Um inquérito civil público também é conduzido pelo Ministério Público Federal. (<http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Geral/2016/5/586273/Funcionarios-do-Banrisul-protestam-contra-deficit-bilionario-do-fundo-de-pensao>)"

"Rombo de R$ 1,330 bilhão na Fundação Banrisul de Seguridade Social (FBSS)

 5 de maio de 2016

O rombo de R$ 1,330 bilhão na Fundação Banrisul de Seguridade Social (FBSS) chegou a limites insuportáveis para ativos, aposentados e pensionistas do fundo de pensão. Por isso, a Associação dos Funcionários das Empresas do Grupo Banrisul (AGBAN) fará manifesto no próximo dia 5 de maio, a partir das 9 horas, na Rua Otávio Caruzo da Rocha, 600 – em frente ao prédio Justiça Federal em Porto Alegre.
Os manifestantes querem esclarecimentos do mau uso dos recursos do Fundo e solução para a grave situação. Querem também dar visibilidade pública ao caso (há inquérito civil no Ministério Público Federal), e, sobretudo, pedir a suspensão dos descontos, que somados à participação normal atinge, em alguns casos, média de 30% sobre proventos brutos individuais. Os descontos já determinaram contracheques zerados para aposentados e a desoladora perspectiva de quem espera usufruir futuramente da complementação da aposentadoria. A FBSS sinaliza aos participantes que os descontos se estenderão por mais de 20 anos – estima-se que a maioria não viverá para cumprir a exigência.
Os primeiros sinais da má gestão do Fundo apareceram em 2009 e em 2013 chegaram R$ 1,33 bilhão. Em nenhum momento, as causas do péssimo resultado foram esclarecidas. Entretanto, a partir de agosto de 2014, o prejuízo foi dividido entre os participantes em forma de desconto, além da contribuição normal.
Metade do número de conselheiros e metade da diretoria é escolhida por voto dos participantes da FBSS, mas são os patrocinadores (no caso o Banco) que fazem a designação dos respectivos presidentes, estes definem as premissas atuariais do Fundo e detêm voto de minerva nas decisões colegiadas.
Dos descontos:
Ainda em 2009, a Fundação determinou que os associados arcassem com 82% do rombo e as empresas patrocinadoras com 18%; o que foi alterado em 2013 para 63% para os participantes e 37% para as empresas. Números injustos considerando que a lei autoriza a recomposição de déficits até o limite máximo de 50% para patrocinadores e participantes – para cada contribuição normal feita pelo participante, o patrocinador contribui com igual quantia. .
Em dezembro/2015, iniciou novo desconto de 11,33% do rendimento bruto, relativo ao Fundo de Sobrevalorização dos Benefícios, criado por Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acerto foi entre FBSS, Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) e patrocinadores em questão, sob a justificativa de pagamento da variação do dissídio da categoria aos inativos. (Desde a criação do Fundo, em 1964, há essa previsão em regulamento, mas não é utilizado para fixação das premissas atuariais, revistas, obrigatoriamente, ano a ano).
Ingerências e má gestão:
A Associação dos Funcionários das Empresas do Grupo Banrisul (AGBAN) garante possuir documentos que atestam ingerências constantes dos patrocinadores no fundo gerido pela Fundação Banrisul. Diz ainda que isso será demonstrado nas ações judiciais que estão sendo propostas para a recomposição do Plano de Benefícios. Segundo a entidade, mais de 13 mil famílias dependem da Fundação Banrisul de Seguridade Social, sobretudo os cinco mil participantes, que não migraram para outros planos em 2014, e estão vendo seus proventos diminuírem dia a dia." (<https://www.discrepantes.com.br/rombo-de-r-1330-bilhao-na-fundacao-banrisul-de-seguridade-social-fbss/>)

Leia também < http://odeter.blogspot.com.br/2016/10/bancarios-do-banrisul-greve-e-lutas-por.html>

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